O marxismo como teoria social crítica, a pesquisa e o ensino de história

Qual é o papel do marxismo para a pesquisa e o ensino de História? E quais são as motivações dos ataques permanentes ao materialismo histórico, sendo rotulado como impraticável na área de História?
Confira o artigo do Prof. Fábio José Queiroz, "O marxismo como teoria social crítica, a pesquisa e o ensino de história".


"Com frequência, comenta-se que o marxismo está superado como teoria, programa e método de análise e reconstrução dos fatos. Ao contrário do que se fala, evidenciamos que a concepção materialista da história, que o define, não só se mostrou útil às pesquisas ao longo do século XX, dentro e fora do Brasil, mas mesmo agora, nas circunstâncias que nos cercam, ela permanece como um guia para estudos historiográficos e o ensino de história. Mais do que isso: o uso especificamente político do marxismo, nas condições das lutas em curso, parece bastante congruente, e, de algum modo, isso vem acontecendo diante de fenômenos socioeconômicos e de disputas ideológicas que grassam na atual etapa da luta de classes.Desse modo, talvez incomode ainda bastante que o marxismo insista em aliar a interpretação de qualquer fato histórico à prática concreta, não separando teoria e prática, reafirmando o princípio marxiano de que “[...] os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo; diferentemente,cabe transformá-lo.” (MARX, 2007, p. 613). Evidentemente, é preciso estar atento à orientação de Gramsci, segundo a qual “[...] a unidade de teoria e prática não é um fato mecânico, mas um devenir histórico.” (GRAMSCI, 1987, p. 21)".
Confira o texto completo, publicado na revista Cadernos do GEPOSSHE On-line. através do link: https://revistas.uece.br/index.php/CadernosdoGPOSSHE/article/view/8224