Modernidade acelerada, tempo, feminismo e trabalho

A Pia União das Filhas de Maria foi uma irmandade religiosa leiga, formada exclusivamente por mulheres solteiras católicas, organizada dentro dos moldes do catolicismo romanizado. Segundo a historiadora Maria Lucélia de Andrade, irmandades como essa contribuíram para o fortalecimento da Igreja Católica.


Em seu artigo "Modernidade acelerada, tempo, feminismo e trabalho na pauta das Filhas de Maria (1915-1930)", Maria Lucélia de Andrade, pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Social (NEHSA), analisa o papel da Revista Maria na formação de um pensamento sobre o papel do trabalho, feminismo e as tensões presentes no debate da própria revista.






Resumo: "A pia União das Filhas de Maria era um modelo de irmandade romanizada, composta exclusivamente por mulheres solteiras, presente em todas as paróquias do Brasil nas primeiras décadas do século XX. Pensadas como mulheres formadoras de opinião, as Filhas de Maria tinham uma revista própria que servia para formar e informar essas mulheres acerca das demandas da Igreja Católica. Ao longo das primeiras décadas do século XX, o trabalho feminino, especialmente nas incipientes fábricas nacionais, passou a ser alvo do discurso moralizador e formador da Igreja, que via nos espaços das fábricas um possível lugar de degeneração moral para as mulheres que lá trabalhavam. É nesta perspectiva que a mulher operária passa a figurar nos discursos da revista Maria, a revista das Filhas de Maria".


Conheça mais sobre o assunto, acesse o texto completo aqui. 


O artigo foi publicado originalmente na revista Histórias e Culturas. 


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