O Ceará em linha reta: espaço e tempo na produção da moderna nação brasileira



Imagem: Site Estações Ferroviárias do Brasil



A transição para o Capitalismo no Brasil, passou pela chamada "modernização" do espaço, com a atuação direta do Estado Imperial. A construção de ferrovias fez parte deste processo, onde o trem era associado às noções de modernidade e de progresso, mas envolviam as disputas entre as classe senhoriais e as classes trabalhadoras. No artigo "O Ceará em linha reta: espaço e tempo na produção da moderna nação brasileira", a historiadora Ana Isabel Cortez Reis*, apresenta as questões que motivaram a construção da estrada de ferro no Ceará.


"O Segundo Reinado é o momento de formação do Estado nacional: o Império brasileiro estava sendo consolidado com Dom Pedro II, que aproveitava uma relativa “paz social” com a supressão da última revolta de caráter separatista (Farroupilha) e colocava em prática um projeto de centralização administrativa do país. O Estado nacional brasileiro devia ser necessariamente um projeto moderno e de modernização. A modernidade, nesse momento, estava intimamente relacionada à velocidade ou à anulação do espaço pelo tempo. Nesse caso, a associação entre velocidade e a linha reta era imediata. No Ceará, os sinais dessa relação podem ser vistos nos relatórios dos Presidentes e dos engenheiros da Província".


Saiba mais sobre a história da ferrovia e do capitalismo no Ceará, entenda porque os governos pretendiam construir uma estrada de ferro "em linha reta", acessando o texto completo do artigo.


*Ana Isabel Cortez Reis é coordenadora do Laboratório de Pesquisa em História Social (LABORE).

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Laboratório de Pesquisa em História Social - LABORE 

Núcleo de Estudos em História Social e Ambiente - NEHSA 

Brasil, Estado do Ceará

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